Os retiros tem sido cada vez mais procurados nas épocas de festas como carnaval e semana santa
Anualmente, as igrejas preparam retiros espirituais em dias de carnaval com o intuito de reunir os jovens em locais onde eles não terão contato com a festa. A cada ano a prática de retiros tem se tornado crescente nas igrejas e cada vez mais é preferência na escolha de programas entre os jovens cristãos que aproveitam os dias de carnaval para momentos de comunhão e reflexão. Ao contrario do que muitos pensam, fazer retiro não é apenas se desconectar e ir para um lugar distante. Os organizadores do evento montam as programações diárias com momentos de louvores, estudos bíblicos, palestras sobre diversos temas, além dos horários de lazer com piscinas, trilhas e festas temáticas para encerrar cada noite. Geralmente as igrejas escolhem sítios, fazendas e promovem acampamentos para um encontro de fé e contato com a natureza. O retiro mostrado no vídeo aconteceu durante o período de carnaval da sexta feira ate a quarta feia de cinzas no Sítio do Sossego, depois do município de Silva Jardim - RJ.
Aproximadamente 80 pessoas entre jovens e adultos da Assembléia de Deus de Casimiro de Abreu (ADCA) e de outras igrejas convidadas participaram do evento e tiveram diversas atividades em grupo para animar o período em que estavam por lá. Equipes foram divididas para que cada dia um grupo ficasse na responsabilidade de fazer uma tarefa e ao longo das atividades eram pontuados para uma premiação ao final do retiro. Além das gincanas e tarefas diárias, festas temáticas animaram as noites dos jovens cristãos como festa brega e festa de gala. A última noite no sítio foi marcada com um culto especial finalizando aquele final de semana abençoado.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Carnaval: Blocos de Rua e Escolas de Samba
Carnaval, sinônimo de festa e diversão, uma data muitíssíssimo comemorada por pessoas de qualquer idade, da pessoa mais calma a mais agitada, um evento que agrada a todos.
Mas como aproveitar esses dias em que tudo é possível ? A rua é o destino principal da maioria das pessoas, por isso, cada cidade promove a sua melhor maneira de bagunça e curtir esses dias de folga e muita folia. As principais atrações são os blocos de rua e as escolas de samba que garantem muita música e agito para a galera. Nos blocos de rua é comum se ver homens vestidos de mulheres e vice versa, muita bebida, pegação e muita dança, Já nas escolas de samba como o próprio nome já diz, o samba não deixa ninguém ficar parado a não ser para apreciar a criatividade das escolas na criação de alegorias que são exibidas em um tradicional desfile.
Há quem ainda escolha um lugar mais tranquilo para ficar fora da agitação da cidade, mas mesmo com essas preferências não deixam de curtir o carnaval.
O carnaval na Região dos Lagos é sempre um dos mais esperados,
tanto pelos moradores do Rio de Janeiro, como por turistas que vêm de outras
partes do Brasil e do mundo. Um dos motivos para tanta expectativa são as
praias, o sol forte no verão, como também as boas pousadas, o clima agradável e
com certeza, as festas. Como por exemplo: os blocos que acontecem de dia, as atrações
dos shows à noite e a diversão que só acaba na quarta-feira de cinzas.
Pra quem gosta de curtição, muita música e reunir a família e os
amigos, um dos lugares mais frequentados é Cabo Frio. Com dunas de areias
brancas, e um mar azul, a urbanização da orla com quiosques padronizados e um
extenso calçadão chama ainda mais a atenção de quem deseja visitar aqui. Os
surfistas, como sempre marcam presença, mas agora também os skatistas podem
fazer a festa, com a nova pista de skate que reúne desde os mais novos, até os
mais antigos adeptos do esporte.
Cerca de dez mil foliões marcaram presença no carnaval de Cabo
Frio, que muitos deles eram estrangeiros e não paravam de fotografar os
detalhes da festa. Vindo principalmente com transatlânticos, passaram os quatro
dias aproveitando a cidade e tomando bastante caipirinha.
A aprovação foi de 69% da
população para o Carnaval deste ano na cidade. Pois em uma temporada que reuniu
um milhão de pessoas para a cidade, 62% delas (turistas) recomendariam Cabo
Frio a amigos para os próximos períodos festivos, incluindo feriados e datas
comemorativas.
As expectativas para o carnaval
2015 são boas, alguns reajustes serão feitos, e já estamos esperando mais
turistas para fazer uma festa ainda melhor. Agora é só aguardar.
Para ver mais um pouco dessa cidade maravilhosa, assista ao
vídeo abaixo. Fizemos entrevistas com alguns turistas para saber o que eles
acham de Cabo Frio.
Uma
análise sociológica e política do assunto que faz sucesso nas mídias sociais
As mídias sociais tem
sido bombardeadas nos últimos dias, com mulheres que colocam o cartaz na frente de seu corpo com
a seguinte frase #eunãomerecoserestuprada ,
colocando em xeque, o que as análises de opinião pública podem levar ao
leitor(a) a indução de uma pesquisa de dados mal formulada ou
por uma falta de apuração completa.
A análise de opinião
pública, ou seja, as questões a serem levantadas pelo repórter e o que o leitor
pode absorver sobre o tema abordado foi colocado em questão pelo Professor Guilherme
Carvalhido levanta a questão das pesquisas de opinião públicas e quais os
caminhos a serem levados através do que o IPEA com a sua pesquisa.
Para Carvalhido, o que
deve ser levado é o que a mídia pode fazer mediante a esses dados:
“A mídia pode fazer
qualquer tipo de interpretação.Principalmente levando em conta quais os tipos
de dados relacionados a essa informação.O que é possível de ver nessa análise é
que estamos dentro de uma sociedade conservadora e machista.”
Ao que pode ser relatado
com as notícias da Veja e do Correio Braziliense são as angulações que cada uma
direciona as suas matérias, a veja para o ponto de vista da oposição, colocando
em debate se esses dados são manipulados a favor do Governo e a matéria do
Correio Braziliense aborda o assunto como um tema mais original, mais
trabalhado.
O Professor da UVA ainda aponta
para qual lado devemos direcionar esse tema e com que aspecto podemos verificar
a tradução desses dados do IPEA:
“O aspecto social deve
ser levado em conta, pois uma matéria está colocando o Governo como “manipulador”
da pesquisa e o outro aborda exatamente o aspecto social, ou seja, cultural,
com a riqueza dos dados e o trabalho feito sobre o tema, se o machismo e o
feminismo tem uma co-relação com os dados levantados pelo IPEA?Que medidas o estupro
e o envelhecimentobrutal do estupro devem ser discutidas socialmente”. Alerta o
Professor.
A conclusão de
Carvalhido foi direcionada ao que pode ser discutido através da discussão e a
repercussão desse tipo de dado para a sociedade:
“Os meios de comunicação
deveriam depositar nessa discussão, não só os meios de comunicação, mas a
sociedade deve abrir esse assunto e oresultado aterrador, para a sociedade
brasileira. Nós (brasileiros) temos um ponto de vista muito retrógado sobre os
direitos da mulher e o modo de que ela
deve se portar diante da sociedade.Dessa forma, toda essa repercussão ela se dá
a partir dos interesses que os meios midiáticos tem na sociedade. Agora,
voltando a dizer, eu acho que esse ponto de vista deve ser discutido
sociológicamente, culturalmente, em relação a essses dados estão distribuídos e
efetivos na sociedade”. Finaliza.
Paulo Roberto avalia a pesquisa com um olhar
sociológico
Foto: Artur Rangel
Paulo Roberto Araújo, gravando o Podcast, na UVA Cabo Frio
O Professor de História
e ex-professor da matéria Comunicação e Formação Social Brasileira, Paulo
Roberto Araújo, fala sobre o ruído da comunicação e o "Bad Press" como a informação deve ser
absorvida pela sociedade:
"A maneira de como a imprensa divulga essas informações que tem que ser mudadas. Então, esse cuidado de ter uma compreensão pública da ciência é uma coisa que ainda falta no Brasil.Isso poupa muita dor de cabeça.Quando você tem um canal de comunicação passada e interpretada de uma forma simples, acessível, pelo público, de uma maneira geral". Aponta Paulo.
O sentido do tema, se existe ou não um índice de estupro muito alto, para Paulo Roberto, uma série de grupos provoca uma série de assuntos para dar um "Pânico Moral", contribuindo para criar uma situação de que, por exemplo: Uma mulher
agora não pode andar de roupa curtinha, apertada, que vai ser estuprada.Isso é
o Pânico moral”. Define.
Uma palavra pode definir tudo para Araújo :
“A co-relação, é a palavra-chave para ser colocada nesse tema. Não é a
mesma coisa do que causa. Uma co-relação entre grau de escolaridade, renda, e
acesso em determinados bens, práticas e costumes relacionados a sexualidade,
são o que a co-relação abrange.É uma maneira de dizer que uma coisa causa a
outra. Mas você não conhece quais são os mecanismos que causam. Uma pessoa que
ganha mais, quem estuda mais ou é mais rico, pode ser interpretada como uma
pessoa mais liberal, não está necessariamente causa a outra, mas está
relacionada a outra”.Sintetiza Paulo.
A troca da co-relação pela causa, tem sido uma informação errônea, para
os que consomem essas matérias, passando também pelo tema da Sexulaidade, nos
estudos do Livro A Cabeça dos Brasileiros, pela Editora Record, de autoria do
sociólogo Alberto Carlos Almeida, segundo Paulo Roberto:
“ Na hora que tem que ser analisado, temos que levar certos fatores onde
o livro do Alberto. As pessoas do Nordeste, Sul e outras regiões são mais
conservadoras, pode ser analisada pelo IPEA que a roupa provoca o estupro.Você
pode dizer que a Região Sudeste pode ser mais liberal que a Região Nordeste,
sim.Como que pode explicar os números de estupro que cresceram em cidades do
Sudeste, como Cabo Frio, por exemplo. Em 1987, no Governo Moreira Franco, foi
feita no Rio de Janeiro a primeira Delegacia Especial da Mulher. A segunda do
Estado foi em Cabo Frio, e é na Região Sudeste”.Aborda o sociólogo.
No fim do Podcast, Paulo Roberto alerta sobre o que deve ser levado em
conta é a maneira de se colocar a prática decorrente da violência doméstica:
“Será que o número de estupros no Brasil também não aumentou, porque as
denúncias de violência também aumentaram.Ou seja, será que a maioria desses
estudos, está dentro de casa?Aí não é uma questão de minissaia, né? Você pega a
quantidade de estupros, mil. Quantos desses estupros foram praticados dentro de
casa? Se foram praticados dentro de casa significa que esses estupros são
considerados recorrentes, eles já são rotina da violência doméstica. Então já
tem uma duplicação, ela apanha e ainda é estuprada pelo marido”. Declarou.